logo-goianiaemcena

Companhia Nova de Teatro (SP)

Barulho d’água

Teatro, 60 min., 16 anos

Sobre o espetáculo

Sobre o espetáculo: A dramaturgia do espetáculo tem como eixo central o depoimento de cinco refugiados, que foram colhidos pelo próprio Marco Martinelli na Ilha de Lampedusa, na região da Sicília (Itália). O texto original é um monólogo, em que um general conta a história desses refugiados. Na versão brasileira, a diretora Carina Casuscelli resolveu dar vida aos refugiados, cabendo ao ator Alexandre Rodrigues a interpretação de alguns dos personagens.

 

O general (papel de Fransérgio Araújo) representa os serviços das capitais europeias que praticam a “política de acolhimento”. “Esse personagem é, por vezes, diabólico, grotesco, desequilibrado, psicótico, sádico, cínico, fatalista, mas, também, apresenta-se como simpático porteiro de certa ilha dos mortos, com a missão de reunir e contar as almas de imigrantes”, conta a diretora.

 

A atriz Rosa Freitas entoa as canções do espetáculo, acompanhada, ao vivo, do ator e bailarino cabo-verdenseAmaury Filho de Reis.

A “água”, como elemento virtual, será utilizada como um espelho do “eu”. As vozes ressonantes e a figura do general permearão toda a encenação, que será potencializada pelo trabalho videográfico e documental, com telas de projeção transparente, no intuito de criar sobreposições para narrar fatos no passado e presente.

 

Números

BARULHO D’ ÁGUA narra a história do drama de milhares de refugiados, que, em sua maioria, morrem atravessando o mar Mediterrâneo. Tanto os sobreviventes, como os mortos, são identificados por números, e os que não conseguem se salvar viram apenas um registro, sem a possibilidade da família resgatar o corpo. “Os números estão presentes durante toda a montagem, ora projetados, ora nos corpos dos personagens. O nosso espetáculo também é uma forte crítica àqueles que entendem a imigração como uma mercadoria”, afirma a diretora.

 

Para Lenerson Polonini, o tema abordado em BARULHO D’ ÁGUAtem ocupado espaço crescente em todas as mídias, por meio de reportagens, fotos e imagens e tem chocado a população global. “Infelizmente, o sentimento de indignação parece estar dando lugar ao conformismo, à apatia e à insensibilidade que tem dominado o nosso cotidiano diante de milhares de mortes que parecem não nos afetar. Mas o teatro, por sua natureza, é um lugar onde a tragédia pode ser representada, revivida, podendo aproximar a plateia daquilo que por vezes parece pertencer somente à ficção”, acredita ele.

Ficha técnica:
Texto – Marco Martinelli.
Direção e tradução – Carina Casuscelli.
Provocação e Iluminação – Lenerson Polonini.
Atores­– Alexandre Rodrigues, Fransérgio Araújo, Amaury Filho de Reise Rosa Freitas. – . Figurinos – Carina Casuscelli.
Vídeos e Documentação Audiovisual – Alexandre Ferraz.
Direção Musical – Wilson Sukorski.
Operação de luz – Verônica Castro.
Operação de som- Magnus Crow.
Operação de imagem- Téo Ponciano.
Concepção Espacial e Produção – Carina Casuscelli e Lenerson Polonini.
Realização – Companhia Nova de Teatro.
Duração – 58 minutos. Classificação: 16 anos.
Gênero – Documentário cênico multimídia.

Galeria de Fotos

Apoio Cultural

logo-feteg
logo-teatro
logo-goias
logo-ufg

Realização

logo-prefeitura-vertical
logo-selo-86anos