logo-goianiaemcena

Anna Behatriz e Jeferson Leite (GO)

Estilhaço

Dança, 30 min., 18 anos

Sobre o espetáculo

Estilhaço foi criado em 2019. Se articula através de bases de movimento e sonoras, com matrizes construídas através de palavras realizadas por Código Morse: SOS e CARCOMER SILENCIOSAMENTE e texturas sonoras feitas no instrumento Rabeca. Além de qualidades de movimentos de vibração, e de respirações, contrações, pequenos abandonos/sumiços, pequenos irromperes e escape.

SOS é o que a respiração ofegante inicial diz, ela chega como uma multidão. Esse suscitar de multidão produz no território de batalhas que é o corpo, um corpo que foi criado em vias de vibrações e explosões, pronto para fazer (des)aparições. Ele vem com um sorriso estampado numa outra superfície que não o rosto que estamos habituados a fitar, mas sim onde, num gesto de desespero levamos a mão para coçar, onde fios de cabelo estão em vias de crescer e cair, onde o escalpo é possível se formos pegos. No topo, mas agora de fronte. O sorriso estampado no topo-fronte é multifacetado em seus sentidos, aparentemente bobo, (des)esperador, (des)carado, simpaticamente irritante, dissimulado e mais outros sentidos que possam vir. Este sorriso nos olha como ovos e, já em instantes não mais nos olhando, está pronto para (des)aparições.

Neste espetáculo, vozes invadem um íntimo deste corpo que também é espaço, procuram e apontam o perigo de sua existência (des)carada. Que perigo ele tem? É perigoso para quem e para o que? Quando somos perigo para nós mesmos? Somos corpos potencialmente perigosos quando nos propomos a entrar em batalhas opositivas a poderes que minam nossa existência, que esvaziam nosso potencial criador e que congelam nossos sorrisos de corpo inteiro e os esvaziam, mas se nos propomos, o sorriso pode ser uma pequena lasca interessante que faz inflamar. É possível também, que nestas batalhas, nossos corpos sejam estilhaçados e, deste modo, precisamos agitar os olhos e colher os miúdos pedaços para continuar seguindo, assim é preciso ter prudência.

Contudo, podemos produzir os estilhaços e os sentidos que nos interessam, como por exemplo, pequenas lascas que carcomem silenciosamente, que inflamam e fazem apodrecer, na surdina e com o tempo, a derme dos poderes que desejam nos sufocar. ‘Como silenciosamente os estilhaços, como poeira’. Mas como os estilhaços possuem a força e intensidade de espalhar em direções múltiplas, precisamos preparar nossos corpos para sermos ágeis e porque não dizer minusiosos. Este trabalho emerge de uma busca pelo sentir e praticar a potência do estilhaço.

CURRÍCULO ANNA BEHATRIZ
Mora e trabalha em Goiânia. Graduada em Artes Visuais pela Faculdade de Artes Visuais (FAV) da Universidade Federal de Goiás (UFG), iniciou sua produção artística em 2005, em performance, videoarte, desenho e dança. Foi professora substituta nesta mesma instituição e professora formadora na FAV/EAD. É mestra em Arte e Cultura Visual na FAV/UFG com o trabalho: Reflexões sobre o absurdo – o corpo-cabelo e seus objetos de (in)definição Integrou de 2005 a 2010 o Nômades Grupo de Dança, em 2013 desenvolve para este mesmo grupo trabalhos em vídeo (videoscenário) para o espetáculo “Palavras em Giz”. Participou do videodança “RUA 57, N 60, CENTRO” como bailarina, realizado pelo Grupo Porquá? e Vida Seca em 2011. Realizou videoinstalações para o espetáculo MADAM do Neka Poéticas Corporais em 2012 e para o espetáculo Caçada do Rebentos Criativos – paisagens corporais. Realizou o videodança para o espetáculo ‘Ao alcance das mãos’ de Marcus Nascimento em 2016.

Apresentou performances entre os anos de 2006 a 2019 em espaços e eventos como a galeria Frei Confaloni Goiânia/Go, II Convergência (Encontro de Performance) em Palmas/To, ROÇAdeira: Performático em Lugares Improváveis Goiânia/Go, Mostra do Núcleo de Práticas Artísticas Autobiográficas Goiânia/Go, Atelier Labiríntimos Goiânia/Go, Diagnóstico da Dança GoiâniaAnápolis/Go, Galeria de Arte do IA –Unicamp (Campinas – SP), Diálogos sobre o feminino – CCBB/São Paulo – SP e CCBB/Rio de Janeiro – RJ, Gabinete R3 na exposição ‘Não existo sem meu corpo’ – Goiânia/GO, X Encontro Internacional Hannah Arendt – Goiânia/GO , Mostra de Performance Esforços – Rio de Janeiro/RJ, II Digo – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Goiás – Goiânia/GO em festas e lugares alternativos como La Herida e Cabaret Voltaire – Goiânia/GO, Malês Bar – Goiânia/GO, Feteg – Goiânia/Goiás, Teatro Espaço Sonhus – Goiânia/Goiás, Goiânia em Cena – Goiânia/GO.

Expôs videoartes, videoinstalações, videoperformances, videodança entre os anos 2005 a 2017 nos espaços: Galeria da FAV -GO, Atelier Labiríntimos – GO, Galeria Potrich – GO, Mostra de videoarte Desviantes (1° e 2° edições) – GO, Muna (Uberlândia – MG), MAC (Goiânia – GO), Gabinete R3 (Goiânia – GO), III Festival MoveMundo (Betim – MG), Novas Poéticas (Rio de Janeiro – RJ), Centro Cultural UFG (Goiânia-GO), D’Olhar Festival Itinerante de Dança e Video (Goiânia – GO) . Realizou 3 exposições individuais cujo título é Intermitência (uma das vezes a exposição foi patrocinada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiânia) cujos trabalhos são videoartes e videoinstalações, nos seguintes espaços: Galeria Potrich (2010) e Galeria do Sesc de Palmas/To (2012) e Galeria de Arte Sesc São Luís MA (2013). Participou do 1° Salão de Arte do Centro Oeste com o trabalho “Ser preciso no assento”, sendo este premiado.

Desenvolve o trabalho em dança “Ao caírem as abas” como intérprete criadora, tendo apresentado no Fábrica Coletiva, Atelier Labiríntimos, CasaCorpo (em Goiânia/GO), Festival Gira Cores (Iporá – GO) Unidança (Unicamp/Campinas/SP), Necrotério Filosófico (Taubaté/SP), Galeria ZeroPoint (Cidade de Mindelo/Cabo Verde), Partilha do Sensível -Sesc Pinheiros (São Paulo –SP), IV Mostra de Dança XYZ (Brasília – DF). Dança a deriva – Mostra Latino Americana de Dança Contemporânea (São Paulo – SP), Danzénica – Mostra Internacional de Dança Contemporânea (Santa Cruz de La Sierra – Bolívia) entre os anos de 2012 e 2016.

Ministrou as oficinas ‟Encantoamento: preparação para quinas e cantos‟no projeto Conversas Labirínticas, Atelier Labiríntimos e no FEIA – Unicamp, “Corpo, performance e desconstrução” no I Encontro da Diversidade Sexual e de Gênero no AudioVisual – CCUFG. Participou da Residência na mostra “EU COMO VOCÊ” do Grupo Empreza em 2014, no Museu de Arte do Rio MAR/Rio e Janeiro, participando de performances do grupo, dos artistas residentes e de autoria.

Galeria de Fotos

Apoio Cultural

logo-feteg
logo-teatro
logo-goias
logo-ufg

Realização

logo-prefeitura-vertical
logo-selo-86anos